segunda-feira, 1 de setembro de 2008

Alguém inconfundível

E hoje me deu uma saudade da época que eu trabalhava na telefonica... Aquelas atribulações todas, trabalho nos fins de semana e nos feriados... E eu estava lá futucando meu passado nas pastas que criei e esqueci... Encontrei um texto que fizeram para mim... É engraçado, mas palavras tão doces fazem o dia da gente mais feliz... Levantam nossa moral e botam um sorriso no nosso rosto... Obrigada!

"A ti dedico estas palavras,
Sem rimas, nem ao menos sentido.
Mas dotadas de um intenso sentimento.

Escritas como há muito não escrevo,
Apenas a papel e caneta,
É só a simplicidade como deve ser,
A mesma simplicidade que me remete a você.

Vou buscar por todo meu caminho,
Um outro alguém,
Mas é certeza que não encontrarei
Alguém especial como você.

A mesma que vive escondida por ai
Que, até mesmo um simples olhar,
Logo revelaria o que de mais incrível esconde:
Uma doce e linda menina,
Uma doce e linda você.

Até mesmo sendo tão simples,
Pode gerar duvidas a si.
São apenas caminhos que não sabe como seguir,
Um incrível futuro esperando você,
Uma felicidade sem fim pra mim.
Caminhe na direção de seu coração.
Viaje por mundos sem fim."

(Novecaldas)

terça-feira, 26 de agosto de 2008

Vou Te Roubar

Vou roubar teu olhar
Sem meu coração censurar...
Vou pegar teus braços
Me envolver em teus laços...

Vou roubar teu riso
Guardar para iluminar...
Vou pegar tuas mãos
Levar para passear...

Vou roubar teu peito
Usar de travesseiro...
Vou pegar tua mente
Para ser teu passageiro...

Vou roubar teus pensamentos
Vagar nos teus devaneios,
A qualquer hora do dia
No negrume crepuscular,
Na manhã luzidia...

Vou roubar-te inteiro...
Guardar-te em meu coração,
Nos meus olhos, nos meus braços...
Meus risos, minhas mãos,
Meu peito, minha mente,
Meus pensamentos, devaneios...
São teus...

Estás longe que não posso te tocar.
Estás perto que posso sentir-te respirar.
Os meus pensamentos irão me levar.
Meu coração vai te buscar.

segunda-feira, 4 de agosto de 2008

O sol já transpassava o vidro da janela... Virou-se afim de evitar a luz no rosto, mas não conseguiu mais dormir. Sob as cobertas sua cabeça girava, estava cansada. Olhou o luminoso do relógio... Eram sete e meia. Podia dormir um pouco mais, mas não obteve êxito. A frustração veio e ela levantou-se... Abriu o vidro e a brisa entrou no quarto deixando o ambiente fresco e confortável.
Sentou-se no pufe roxo de chintz, pegou o cinzeiro, uma cigarrilha de baunilha, sua piteira negra e um isqueiro. A fumaça subia e ia embora com o vento, recostou sua cabeça, mas não fechou os olhos. É bem típico dos tabagistas observar a fumaça desaparecer.
O cheiro de baunilha encheu o quarto. Terminou seu vício e foi banhar-se, Não havia ninguém em casa, os irmãos estavam na casa de amigos, os pais no trabalho... Ligou o som alto e deixou o corpo sob a água.
Nem pensava que ele ia chegar... Já havia muito quando ela desistiu de esperar. Esperou sentada, mas o tempo foi tanto que mesmo assim ela se cansou.
Já que ele não vinha, decidiu sair a procurá-lo... Encontrou imitações, encontrou réplicas quase perfeitas... Mas não encontrava o original. Procurou no alto, nas ruas, nos bares... Mas não encontrou... Estava frustrada sob o chuveiro, contudo desistir não estava em seus planos.
Se vestiu, girou a chave na porta e saiu... Andou sem rumo... Como sempre invisível... Viu o sol do meio dia e o viu rubro poente no horizonte quando o purpúreo crepuscular tingiu o céu. Ela entrou numa festa.
Todos estavam dançando, mas não o viu. A música alta alegrava seu coração, mas ela ainda estava cansada, sentou-se num canto. As luzes piscavam incomodamente e ela cerrou os olhos. Descansou e foi dançar depois. Olhou a sua volta mas estava só, reparou bem, e viu que não completamente só... Piscou e avistou que tinha um outro alguém atrás da cortina de fumaça... Caminhou até lá... E encontrou, não o que estava a procurar... Mas encontrou...
- Boa noite, moça... Qual seu nome?
- Sou Esperança e você?
- Invisível, muito prazer.
- Eu já te conheço...
- É? Eu não me lembro disso...
- Faz muito tempo que você me deixou de lado...
- Hum... Você pode me desculpar?
- Claro... Mas parecia procurar alguém... Quem era?
- O amor...
- Eu o vi passar agorinha... Mas ele já se foi... Eu te ajudo a procurar caso queira...
- Eu quero sim...
Os dias se passaram, elas acordavam antes do nascer do sol e chegavam em casa muito depois dele se pôr, porém o amor não foi avistado. Já faziam meses, quase ano que estavam procurando sem resultado... Uma manhã fria de julho chegou, Invisível já se preparava para mais um dia, foi acordar esperança, contudo a cama estava vazia, ela se fora sem sequer deixar um bilhete de aviso.
Saiu sozinha a buscar, mas aquele ânimo sumiu, a esperança sempre a incentivava e dava-lhe força.
Numa noite, sentou-se sobre o meio fio e mirou seu reflexo nos vidros espelhados azuis de um grande prédio comercial. Via-se com os olhos fundos e cheios d´água, os cabelos limpos, porém sem vida, expressão cansada e tristonha como a de um são bernardo.
Ele passou...
- Amor! Por favor! Amor, venha cá!
- Pois não gentil senhorita...
- Eu lhe procurava... Há muito tempo.
- Engraçado, eu sei que me procuravas, todavia eu percebo que como ser humana tens o condão de escolher o que pior lhe fará.
- Como assim?
- Tu te lembra quando andávamos juntos?
- Sim, vagamente...
- Então... Espere... Um dia eu volto... Agora não é hora de eu ficar ao teu lado... Sorria e não me olhe assim...
- Certo... Mas quando você volta?
- Um dia... Na hora certa... Como os sábios.
- O que é você...?
- Não sou sólido, nem líquido, nem gasoso, não possuo forma nem cheiro específico... Eu sou uma incógnita que não pode ser definida.
- Um dia eu vou te definir... Quando puderes voltar a caminhar comigo.
- Não precisas definir-me... Basta sentir.
- Você não me verá, apenas saberá que eu estou por perto.
Fez-se uma fumaça tênue e o amor havia ido embora. Invisível pegou um carro e foi ver o mar, tentar entender o que o amor lhe dissera... Não entendia a solidão que batia dentro do peito... Não entendia porque o amor não podia ficar com ela... Foi quando olhou para o céu e viu como havia tantas estrelas, olhou para o mar e sentiu o sal e as ondas irem e virem, sorriu como há muito não sorria e percebeu que não adiantava correr e procurar o amor, sendo uma incógnita não sabe-se como encontrá-lo na forma em que se deseja... Necessário é aguardar que ele venha até ti da forma que precisas para teu coração.
Ela entendera e agora espera o amor chegar...
O coração de invisível estava com seus incontáveis curativos sobre feridas que talvez se fechem um dia... Talvez, somente talvez quando o amor voltar, se ele voltar...


TALVEZ... E SOMENTE TALVEZ...




quarta-feira, 30 de julho de 2008

Memórias Póstumas Lidas e Editadas Para Publicação

Já dizia Dona Cássia Eller... "Estranho seria se eu não me apaixonasse por você..."
Eu me lembro daquelas tardes de outubro... Na verdade o que mais me lembro são das manhãs... Eu nem a via... Eu olhava para o chão branco do meu quarto... Lá havia um tapete felpudo verde limão... E sobre ele havia um par de All Star vermelho tamanho 34, eu ouvia a dona deles tomando banho na minha suíte e aquele cheiro de shampoo vinha embalado pelas notas das canções que ela solfejava sob o chuveiro.
Devaneava sempre enquanto ela estava lá...
Andando na rua eu não sabia bem se nos olhavam por ela ser oriental ou se olhavam por ela ser tão linda... Acho que as duas coisas.
As estranhezas e o "você" dela... Aquele olhar que só ela tem... Ela me fez sentir algo com o que eu já não me importava mais... Aquele riso sincero, aqueles cabelos finos que esvoaçavam no vento da praia. Friorenta demais... Eu entrava no mar e acenava pra ela na caderinha de calça e blusa de frio... Lembro uma vez que eu a vi correr como nunca antes... Fugindo de um abraço meu.(Só porque eu estava molhado e estava muito frio)
Eu lembro da pracinha e de como meu coração batia descompassado para pedir. As luzes alaranjadas da praça, minhas mãos tremiam, meu coração quase parou... Ele só voltou a bater porque ela me disse SIM.
A gente gravou nosso nome numa árvore e ela gravou meu coração... É com ela que eu quero ficar até morrer, é ao lado dela que eu quero ver o mundo passar, o tempo escorrer e daqui anos ainda apaixonado, ainda lembrar daquele All Star vermelho...
Seria realmente estranho se eu não me apaixonasse por você...



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Não tenho imagens que possam ilustrar... Só uma palavra... AÑORANZA...

sexta-feira, 25 de julho de 2008

Solidão...

Engraçado pensar que mesmo rodeada de tantas pessoas eu me sinto extremamente só há muito tempo... Desde que tu se foi, minha vida mudou completamente e eu me sinto totalmente desarmada, desinteressante e de uma certa forma, doente.
No msn um amigo meu me perguntou...
"- blz?
- normal e vc?
- não senti firmeza nesse normal......normal bem / ou normal poderia estar melhor?
- opção 2
- se quizer pode contar comigo.......te fizeram algo de ruim?
- não.. não fizeram nada...e esse eh bem o problema
- e o q eh?
- (L)
- talvez a pessoa em questão não seja boa o bastante para vc ou vc não deixou claro o suficiente para que ela "faça algo".
- na verdade não há ninguém para q eu deixe claro, não me interesso por ninguém
- então vc não pode reclarmar ué."
(Perdoem erros gramaticais... Mas é msn...)

Digo que sim... Eu posso reclamar! Não me interessar por ninguém é, infelizmente, uma faculdade mental involuntária muito além do meu controle... por conseguinte, posso reclamar conscientemente, já que isso não está no meu comando. Eu olho para as pessoas e não consigo me encantar de verdade... Quando me encanto... Só me dou mal.
Talvez seja por isso, uma auto proteção... Talvez seja medo... Só talvez, porque eu não sei... Talvez seja porque eu já conheci a pessoa mais próxima do que é perfeito. Talvez seja porque eu deva ser freira... (brincadeira essa última) Não sei mesmo... Talvez seja por causa do cigarro... Talvez sejam os piercings ou as tatuagens... Talvez seja a religião ou o time de futebol... Talvez seja porque eu sou tão... Eu.
Bom, talvez... E só talvez. Há quem diga que é bom ser eu... Eu não concordo... Só porque eu estou sempre com um sorriso no rosto, eu tenho sentimentos ruins como qualquer humano... Só porque eu dou risada de tudo, não significa que eu seja retardada. Eu sei bem, tenho foco e determinação. Vou vencer, isso é certo... "Choose Life. Choose a job. Choose a career. Choose a family. Choose a fucking big television..." Eu, diferente do protagonista no início do filme, escolhi viver... Ainda não escolhi uma profissão... E no amor... Sou uma paspalha com grandes perdas e pouca coisa em que se agarrar.

"De boa, assim... Foda-se!"

Como disse meu amigo citado acima...
"nossa.....a história está se tornando cada vez maior....rss....ah chega nele no famoso "OU JÁ É ou JÁ ERA!!!!""


Pois é... JÁ ERA...!

domingo, 20 de julho de 2008

Joker

Eu sou assim... E só assim, simples assim... Não fico escrevendo, falando e fazendo tudo fingindo ser algo que não sou... Eu detesto história, escrevo com verbetes normais, não incluo palavras nem colocações que as pessoas não possam entender com intuito de confundí-las e fazendo isso, sentir-me mais esperta do que sou, meus temas geralmente são sentimentais, deixo política para os sociólogos... Prefiro pensar nas pequenas coisas que influem a mim e somente a mim.
Há quem diga que isso seja egocentrismo, mas se existe algo a ser escrito, deve ser feito com conhecimento e quem saberia o que se passa comigo melhor que eu? Ou escrever do que está a minha volta, com um toque peculiar da minha visão, da minha interpretação.
Digo que minha vida não foi muito sofrida e difícil, foi uma vida normal ou tão normal quanto uma vida poderia ser sendo minha. Minhas grandes tragédias vieram depois... Depois de eu ter entendimento e força para poder superar. E sabem? Eu estou superando... E superarei o que de mais vier, porque eu descobri que o segredo não é se manter reto o tempo todo, mas ter alguém pra segurar tua mão quando tu cair.
Eu já chorei muito... Hoje exclusivamente eu me senti mais nostálgica do que eu consigo me lembrar... Me chamaram de Anjo, Princesa e Bailarina... Na verdade não me sinto nenhuma das três coisas...
Ontem eu recebi um e-mail... Com palavras que me fizeram mais uma vez refletir sobre a existência e a continuidade existencial...
Não há valor em certas coisas que parecem, e muito, o ter.
Hoje eu sorri menos que ontem... Amanhã eu quero sorrir mais... Quero ficar junto dos meus amigos, porque hoje eu levei um tombinho... Preciso deles...
Sorrir forçado causa cicatrizes... Mas daquelas que não se vê... Daquelas que todo mundo tem.
Felicidade não vem só de dentro...



"Why so serious?"
Porque eu sei que existe hora pra rir...

quinta-feira, 10 de julho de 2008

Longe, muito longe


Longe, muito longe... Sem ninguém por quem esperar... Sem ninguém que me espere... A felicidade iminente de retornar é a mesma de partir...
Pensar nas coisas que deixamos pra trás tão perto da hora de voltar faz com que aprendamos a valorizá-las mais... E a ver que existem mundos muito diferentes e surreais mais perto do que imaginamos. Universos realmente paralelos a nossa realidade onde encontramos personagens totalmente divergentes do que parecia ser verdade, numa cortina de fumaça que se desfez.
Eu sumi para quem eu queria sumir, me fiz presente para quem eu quis... Conheci um mundo diverso e disperso.

Todavia as coisas quando saem do cotidiano fazem nossa cabeça virar um pouco e sinto falta de tudo que eu tinha... Sei também que sentirei falta desses dias que estou vivendo nesse universo pararelo.

Talvez o retorno seja mais brilhante do que imaginei... Talvez seja estonteantemente desagradável com a esperança de ser bom.
Há tempos havia aprendido a sempre aguardar pelo pior, porém ultimamente tenho esperado o melhor das coisas, por isso estou sempre me lamentando.
Mas pelo menos dessa vez há um número grande de indícios para que eu pense assim... Longe muito longe... Galáxias de distância minha mente voa... Meus olhos vêem além da vida, algo que durante a existência, significou vida pra mim. Não que a existência tenha deixado de ser... Existe, mas de forma distinta... A palavra morte é relativa... E caminha comigo onde quer que eu vá, mesmo que ninguém o veja. Só vais desaparecer quando... Bem, quando... É segredo...
Longe, muito longe... Não tão longe que me esqueças... Não tão perto que me toques... Tuas mãos? Ah, não!!!



...TEU CORAÇÃO...