quinta-feira, 7 de julho de 2011

O que só você não vê...




















Já não chove...

Uma luz veio até mim...

Lentamente, brilhando e sorrindo.

Imaginação, cenas do meu filme.

Ando pelas ruas sorrindo.

No meu mundo cabe nossos sonhos juntos, lindos

Oração do coração, minhas preces chegam aos céus.

Eu não tenho medo, não mais.

Ursinho de pelúcia,

Tortinha de morango...

Esperança

Amor

Mudança...

Oração do coração, minhas preces chegam aos céus.

quarta-feira, 6 de julho de 2011

O que te faz sorrir?



















O Happy Hour da vitória dos bons, justos e honestos!

O que te faz bem? O que te faz sentir gratidão por viver? O que faz cada fibra do seu ser vibrar? Que música te faz querer dançar? Qual ator você queria levar pra cama? Qual seu maior desejo?

Quando você fecha os olhos... O que você vê?

É... Eu vejo sempre os mesmos olhos, piscando pra mim antes do beijo...

Because you are amazing... Just the way you are...

terça-feira, 5 de julho de 2011

Perfeição

Os lençóis emafranhados... O corpo estava preguiçoso, o Sol penetrava na frestinha da cortina, os olhos estavam fechados, mas ela podia ouvir a respiração lenta dele e senti-la encher seus pulmões. O mundo inteiro estava ali, envolvendo-a com seus braços...

Devagar ela abriu os olhos, incomodou um pouco. Delicadamente ela saiu do abraço que tanto a fazia bem, sem despertá-lo. Colocou uma camiseta velha, uma calcinha, chinelos fofinhos, escovou os dentes... Antes de sair pela porta para fazer o café ela parou.

Observou cada detalhe dele... Como era lindo e perfeito, como seu cabelo estava bagunçado, devia estar sonhando com algo bom, pois um meio sorriso crispava seus lábios... Não conseguiu resistir, sentou-se ao lado dele, pousou-lhe um beijo no pescoço e sussurrou.

- Bom dia, meu amor...

O sorriso aumentou e ele se espreguiçou.

- Eu estava sonhando com você...

- Sei... Vou passar um café pra gente...

- Não! Volta aqui... Fica pertinho. Já já eu vou com você.

- Tudo bem... Então me conta o que você estava sonhando. - Disse sorrindo.

- Espera eu escovar os dentes então?

- Claro.

Ela esperou encostada confortavelmente nos travesseiros, ele voltou logo em seguida e colocou a cabeça no colo dela... Ela o acariciou delicadamente...

- E então?

- É difícil dizer... Eu não sei direito onde a gente estava. Mas eu estava de terno e você com um vestido preto.

- Era bonito?

- Eu achei lindo, mas era muito curto e decotado!

- Só rindo mesmo... E o que a gente estava fazendo?

- A gente estava dançando... No sonho eu sabia dançar. E você estava cantando no meu ouvido.

- Você lembra a música?

- Aquela que você gosta... Do Bruno sei lá o que...

- Just the way you are?

- É, isso ae.

- Ha ha ha... Só isso?

- Só? A gente estava tão feliz...

- Quer tentar dançar comigo? Sem ser no sonho?

- Ahhhhh... Sei lá...

- Por favor, Mor...

- Tá.

- Eu canto no seu ouvido.

Ele estava de cueca, ela de camiseta e calcinha e pantufas... Black Tie pra que? Quando a gente ama, o mundo é simplesmente perfeito...

sexta-feira, 13 de maio de 2011

Fortaleza










Se for ser,
Que seja para sempre.

Se não for para sempre,
Que a dor não seja tão intensa.
Se a dor for enorme,
Que sirva de aprendizado.
Se não servir de aprendizado,
Que sirva, ao menos, como fortaleza.





E na minha vida, depois da tempestade... Vem mais tempestade! Mas eu não tenho medo da chuva, como todo mundo sabe.

segunda-feira, 6 de dezembro de 2010


Adormecera no chão, o Sol havia caminhado no céu e uma nesga de sua luz a fazia suar
adormecida. O mundo lá fora corria e caminhava, e ela estava em um universo outro
desfrutando de lembranças editadas involuntariamente.
A luz e o calor a fizeram despertar com a cabeça explodindo, um mal estar, a boca seca e o
corpo marcado pelas nervuras do piso de madeira. Esticou-se e sentiu tudo isso de forma mais
aguda, somente uma palavra vinha à sua mente: banho.
A preguiça e o desconforto brigavam, de um lado o banho e do outro a calmaria. Resolveu
agradar aos dois... Ficaria mais um pouco ali e depois se levantaria; contudo um ruído
incômodo frustrou seus planos... Era o telefone.
Suspirou profundamente, tomou coragem e foi atendê-lo.
- Alô.
- Lis?
- Quem é?
- É o Diogo. Tudo bem?
- Hum... Aconteceu algo?
- Você está bem?
- Estou ótima, mas aconteceu algo?
Houve uma pausa e os dois sabiam o porquê, o silêncio era melancólico e gigantesco.
- Na verdade só queria saber se você não queria ir ao cinema comigo...
- Isso é uma tentativa de pedir desculpas?
- É...
- Não vai funcionar.
E bateu o telefone.
Não era orgulhosa, mas havia certas faltas em que ela não considerava o perdão, o perdão é divino e ela com certeza está muito longe disso.
Nem percebeu a hora passar,quando foi tomar banho a tarde já ia embora e o horizonte já estava tingido de bordô com os últimos raios tímidos que o Sol jogava por sobre os prédios da cidade e escureciam sutilmente para o negrume que se formava acima.
Ficou um tempo considerável sob a água morna pensando. Nada parecia caminhar... Por mais que tentasse, por mais que se esforçasse, nada parecia trazer algum retorno. A vida profissional estava mais ou menos e a pessoal uma bagunça enorme.
Era um sábado, havia recusado seu único convite para fazer algo. "Quem disse que eu preciso de alguém para sair?!" Decidiu sair sem rumo e sem ninguém. Desligou o chuveiro com um arranhar metálico. Secou-se, abriu o guarda-roupa, suspirou e ficou olhando para suas calças... "Qual?" Um shorts jeans básico, regata branca, all star vermelho, acessórios.
Queria ir pra longe, onde não encontraria ninguém conhecido. Pegou o capacete, uma jaqueta, as chaves e a bolsa.
Decidiu que o melhor seria sair da cidade e foi seguindo as placas que levavam ao litoral norte... Queria uma cidade movimentada a noite... Não era temporada, se fosse para qualquer praia, a encontraria deserta. Considerou a idéia de ficar sozinha vendo o mar e fumando. Mas na verdade ela queria alguém para conversar. Alguém que não soubesse nada dela, que não ficasse julgando suas atitudes, que apenas sorrise e dissesse algo doce e encorajador... Uma tarefa quase impossível.
Parou num posto, encheu o tanque, foi no restaurante para tomar um refrigerante... Os azulejos há muito brancos, entavam amarelados, uma camada grossa de poeira depositava-se no chão de piso terracota, alguns homens fétidos comiam algo também fétido num canto. Era um local bem deprimente. O atendente a serviu, algum tempo depois dirigiu-se a ela.
- Ei moça.
- Sim?
- Para onde está indo sozinha.
- Não sei...
- Como não sabe?!
- Queria passear, creio.
- Ah, então vai para Maresias... Os jovens gostam de lá.
- Bom conselho... Fica muito longe?
- Não, mais uns quarenta minutos na estrada a senhorita chega.
- Obrigada. Até mais.
- Por nada.
Sorriu um sorriso amarelado e um pouco nojento, mas simpático.
Ela chamou um pouco de atenção por causa de sua moto, era um modelo antigo modificado, era púrpura e os metais cromados reluziam sob a luz do local.
Deu partida e com um ronco alto do motor foi embora. A noite estava extremamente quente e ideal para andar de moto. A jaqueta estava na bolsa. A Lua estava linda e minguante no céu com poucas nuvens e poucas estrelas.
O ar salgado começava a encher seus pulmões e uma sensação de euforia começou a tomar sua mente.
Antes de procurar um hotel, antes de procurar um bar, ela queria mesmo molhar os pés na água... E assim o fez, deixou os sapatos, o capacete e a bolsa no compartimento da moto, colocou a chave no pescoço e foi.
Ninguém estava na praia, mas estava tudo bem iluminado por postes a perder de vista pela orla, a areia estava fina e gostosa e ia ficando mais densa e úmida conforme se aproximava das ondas que se transformavam em pequeninas marolas.
A água estava extremamente agradável; resultado de um dia inteiro de Sol. Cerrou os olhos, suspirou profundamente, sentiu o cheiro do sal e o vento. Caminhou até a água estar em seus joelhos e parou. Ficou ali um bom tempo, sentindo como se toda a angústia estivesse indo com as ondas.
Sentiu uma mão em seu ombro, virou-se bruscamente, já preparada para correr e gritar(também considerou a opção socar), mas o rapaz sorria calmamente, o que a deixou ressabiada, mas sem medo. Ficou atônita observando calada, esperando que ele dissesse o que queria.
- Aquela moto é tua?
- Sim.
- É linda.
- Obrigada.
- O que está fazendo aqui sozinha?
- Olhando o mar... Somente.
- Você quer beber algo?
- Pode ser... Mas qual seu nome?
- Filipe, e o teu?
- Elis. Prazer.
Somente nesta hora ela se deu conta que havia outra moto ao lado da sua e era ainda mais fascinante. Era uma moto preta clássica, estilo aquelas do American Chopper. Estacou por um átimo depois voltou a caminhar rumo ao calçadão.
- Quer uma toalha para secar os pés?
- Aceito sim, obrigada.
Ele tirou uma toalha verde de dentro de um compartimento da moto ela pegou o tênis, rumou a um chuveiro, a água fria lavou a areia, ela se secou, colocou os calçados.
- Obrigada... Você conhece algum hotel bom?
- Sim, alguns.
- E algum bar?
- Sim, muitos.
- Recomenda algum?
- Se conseguir me acompanhar tu chega lá.
Disse com um sorriso.
Foram pela noite quente, os dois muito rápidos, as ruas não estavam cheias. Ele encostou
defronte a um bar com iluminação azulada. Era muito bonito, com vasos marrons cheios de folhas verdes e grandes, tinha bastante gente dentro.
Pegou a bolsa, guardou o capacete, ligou o alarme e foi para a entrada com seu novo amigo. Era normal conhecer pessoas estranhas, parecia que havia uma aura convidativa em volta dela para pessoas desconhecidas.
Sentaram-se em um espaço aberto e bem ventilado para fumantes, ele pediu um whisky e ela uma batida de frutas. Conversavam sobre assuntos triviais.
- Eu estava sozinha, mas você também... Por que?
- Eu também queria passear... Você também não é daqui, né?
- Eu não, mas achei que você era.
- Não... Mas venho de vez em nunca esfriar a cabeça.
- E ela precisa ser esfriada?
- Sim... Você está me ajudando.
- Se eu tocar no assunto atrapalharei?
- Talvez.
- Então caso queira me contar... Estou ouvindo. Senão, voltamos a assuntos mais leves.
- certo, por hora, assuntos mais lever então.
Os problemas realmente ficaram esquecidos na noite calma e tranquila que passaram. Ninguém mais tocou no assunto.
Na manhã seguinte havia uma bandeja com café da manhã completo e um bilhete.
"A conta está paga, você dormia tão profundamente que não tive coragem de acordá-la, mas preciso realmente ir."
E um número de telefone.
Mais um número.

sexta-feira, 3 de dezembro de 2010

terça-feira, 24 de agosto de 2010

De Amanhã em Diante

Eu resolvi que de amanhã em diante serei uma pessoa politicamente correta... Que não fuma, não f#*& e não bebe, que não chama a mãe carinhosamente de véia, em vez disso pede a benção. Não vou mais trabalhar tanto e dormirei oito horas ou mais por dia. Não vou mais brigar com meu irmão, mesmo sabendo que ele está errado, não vou amaldiçoar certas pessoas irritantes, nem dar risada dos palavrões e p%¨*rias que falam... E todas essas coisas que são tão Betty... Não farei mais!


















Aham! Acredito....

*Foto By Lívia
Sorocaba - U Design 2010
Eu e Wanny