Infinitamente pra sempre sem acabar Até onde as retas se encontram. É ali que eu estou. Estaticamente pensando Nas coisas loucas Que a vida me traz na bandeja de café da manhã Com cereal e leite integral. O sangue escorre rubro Como o sol poente risca o chão duro. Todas as metodologias freudianas Não se fazem eficazes Na minha vida cotidiana. A busca do prazer pelo prazer De um estado de felicidade estonteante Só me faz feliz por instante Inebriante teu olhar Só faz eu me afundar Mas se liga, guri! Um dia tu vai te questionar Sobre as voltas que a vida dá! Porque eu já me perguntei Eu já me odiei O purpúreo e o verde limão Fazem-me recordar de sorrir E assim eu vou seguir. Indefinivelmente eu. Num mundo roxo só meu. Piriformemente de cabeça pra baixo gordinha. Sorridentemente disseminante. Estilosamente diferente. Misteriosamente opaca. Aparentemente uma solução. Verdadeiramente apenas mais um dos teus problemas. Na tua cabeça. a doidinha. Na minha quem é louco é tu! Na minha boca, um piercing E na tua boca cabe a minha? Na boca cabe, mas eu não encaixo no teu coração. Há quem diga que é vacilo. Talvez uma distração. Saindo pela noite acompanhada Por meu companheiro inseparável O voluptuoso destino me carrega Em conjunto com minha mente ele me leva E num misto de riso e lágrima Eu caminho na Estrada Antiga Viro na esquina da Nostailgia Me sento ao teu lado E me lembro da alegria. As vibrações desafinam meu saxofone Meu miocárdio descompassa E eu vejo que quase tudo passa Ah, e agora? Que esse acalento passou O que eu posso fazer? Será que eu danço? Ou arrumo o cabelo? Me faço de santa? Ou toco o puteiro? Minha própria incógnita. Se tiver a resposta... Eu caso! Quem sou eu? O que sou eu?
E esse descompasso Que me segue a cada passo Num sopro dos teus lábios Preenche do meu peito cada espaço.
Eu queria te contar Que ultimamente eu só sei chorar... E queria te indagar Se a sorrir podes me ensinar.
Talvez pra ti eu seja Apenas mais uma que te quer Como posso querer que me veja? Se o que não falta é mulher?!
Tentar te conquistar... E eu só sei envergonhar. E nos meus versos singelos Só pra ti eu quero cantar
Postulemos cá que eu vá me machucar. Postulemos também que tu nem vá ligar. Mas postulemos uma grandeza inversamente proporcional. Que talvez exista uma faísca na parcela infinitesimal.
Nos teus olhos eu quero ver... O teu mundo eu quero entender... Mas nada é o bastante pra dizer O quão grande pode se tornar o meu querer.
Acho que me fiz entender. Depois destas palavras Não há mais nada que eu possa falar. Apenas te esperar.
Hoje eu acordei com uma vontade danada de gritar! Hoje eu acordei com uma vontade danada de chorar! Hoje eu acordei com uma vontade danada de morder... Hoje eu acordei com uma vontade danada de te ver...
De rir sozinha. De comer sardinha.
Hoje eu acordei com uma vontade danada de dançar! Hoje eu acordei com uma vontade danada de chapar! Hoje eu acordei com uma vontade danada de comprar. Hoje eu acordei com uma vontade danada de solfejar.
De girar nua. De tomar banho de chuva.
Hoje eu acordei com uma vontade danada de costurar meu coração. Hoje eu acordei com uma vontade danada de poder te dizer não. Hoje eu acordei com uma vontade danada de mudar minha postura. Hoje eu acordei com uma vontade danada de fazer uma loucura.
De te agarrar na rua, De te levar pra ver a Lua.
Hoje eu acordei com uma vontade danada de seguir. Hoje eu acordei com uma vontade danada de rir. Hoje eu acordei com uma vontade danada de te irritar, Hoje eu acordei com uma vontade danada de te enciumar.
Me deu vontade de te fazer triste por sentir minha falta. E te alegrar com minha presença. Mas a minha ausência é tua paz, Tua distância é minha conseqüência.
Hoje eu acordei com uma vontade danada de amar, Mas as circunstâncias só fazem interrogar. E a reposta mais óbvia me vêm a mente. Você não me ama... Assim, simplesmente.